O ABSORVENTE INTERNO ou tampão surgiu na Alemanha em 1950 e em pouco tempo ganhou adeptas em diversos países do mundo, chegando ao Brasil duas décadas depois. Bastante prático, esse tipo de absorvente é mais discreto e permite o uso de roupas justas e até de biquínis, além de possibilitar a entrada na água sem preocupação. No entanto, ele requer um cuidado especial para ser totalmente seguro. Isso porque, segundo especialistas, seu uso freqüente pode favorecer a proliferação de bactérias e aumentar o risco de infecções vaginais.
O absorvente interno é mais indicado para situações esporádicas, como praia ou piscina |
"O absorvente mais indicado é o externo, que permite maior absorção do fluxo menstrual", explica o ginecologista Claudio Bonduki, professor da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo. De acordo com o médico, o tampão pode deixar o sangue retido na vagina por muito tempo, dando margem ao aparecimento de bactérias. Por isso, é mais indicado para situações esporádicas, como o uso na praia ou na piscina. Mesmo assim, é preciso trocá-lo várias vezes ao dia e encontrar o modo mais seguro e confortável de colocá-lo, para não causar nenhuma lesão.
Dicas para uso seguro do tampão
■ use o absorvente interno apenas nos dias de maior fluxo
■ substitua-o de quatro em quatro horas
■ prefira os tampões com menor poder de absorção
■ alterne os absorventes internos com normais durante o período menstrual
■ não use o tampão para dormir
■ tenha cuidado ao colocá-lo para não causar irritações
■ lave aos mãos com água e sabão antes e depois de mexer nos absorventes
Síndrome do choque tóxico
Essa infecção de nome difícil, também conhecida pela sigla SCT, está relacionada ao uso do absorvente interno. A doença, considerada grave, é provocada por uma toxina produzida pela bactéria Staphylococcus aureuse acomete com mais freqüência as mulheres que usam o tampão. Isso pode ser explicado pelo uso incorreto desse tipo de absorvente ou ainda pela escolha de tampões com grande poder de absorção. O que acontece é que, quando retém muito líquido, ele se expande e, ao ser retirado, pode ferir as paredes da vagina, abrindo as portas para as bactérias entrarem na corrente sangüínea. Os principais sintomas da SCT são febre, vômitos, diarréia e desmaios. A doença deve ser tratada imediatamente.
Fonte: Faz bem ou faz mal? Guia completo para a defesa da sua saúde, segurança e bem-estar. Seleções, 2002.